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Burnout: "doença da moda" ou não?




Já compartilhaste uma vez com alguém sobre o Burnout e apenas recebeste o comentário depreciativo: "Ah, não, por favor, isso é só uma ilusão na cabeça"?


Na verdade há alguma verdade nisso – mas não da maneira que a maioria das pessoas pensa.


Quando alguém sugere que a tua exaustão ou burnout está “só na tua cabeça”, estão provavelmente tentar de desconsiderar o que sentes, implicando que não é um problema real, mas apenas uma ilusão de tua mente.


No entanto, a realidade é que o burnout realmente se manifesta no próprio cérebro.

Estudos demonstraram que o estresse crônico, frequentemente um precursor do burnout, pode causar mudanças estruturais no cérebro.


A exposição prolongada a hormônios do estresse, como o cortisol, pode afetar o tamanho e o funcionamento de certas regiões do cérebro, especialmente aquelas envolvidas na regulação emocional, na memória e na tomada de decisões.


Por exemplo, o hipocampo, uma região cerebral crucial para a memória e a aprendizagem, pode encolher em resposta ao estresse crônico.


E ao mesmo tempo, a amígdala, que desempenha um papel fundamental no processamento das emoções, pode se tornar hiperativa, causando um aumento da sensação de ansiedade e da reatividade emocional.


Além disso, o esgotamento também pode perturbar o equilíbrio dos neurotransmissores – os mensageiros químicos no cérebro – como a serotonina, a dopamina e a norepinefrina.


Esses neurotransmissores regulam o humor, a motivação e as respostas ao estresse, de modo que qualquer desequilíbrio pode piorar cada vez mais os sentimentos de exaustão, apatia e desespero.


Portanto, quando dizes que tens um burnout, não é apenas uma questão de te sentires cansado ou sobrecarregado.

É uma interação complexa de fatores psicológicos, fisiológicos e neurológicos que estão remodelando a estrutura e a função do teu cérebro.


Portanto, descartar o esgotamento como algo que está “é só uma ilusão da mente” ignora o profundo impacto que ele tem no teu bem-estar físico e mental.


Não é apenas uma questão de atitude ou perspectiva; é uma verdadeira questão de saúde que requer compreensão, apoio e intervenções apropriadas para a cura.


Em vez de minimizar os sintomas de esgotamento de alguém, é essencial validar suas experiências e incentivá-lo a procurar ajuda de profissionais de saúde.

Quer seja através de terapia, mudanças no estilo de vida ou medicação, lidar com o burnout requer uma abordagem abrangente que reconheça seus fundamentos neurológicos.

Conclusão: quando estas a passar por um burnout, é crucial deixar claro ao teu círculo íntimo na família, amigos e trabalho, que não se trata apenas de uma questão de mentalidade – é um problema de saúde legítimo que afeta o cérebro de maneira profunda.

Ao compreender e reconhecer os aspectos neurológicos do esgotamento, consegues obter melhor apoio enquanto estás no teu caminho de melhorar, e no seu trabalho, podem começar a criar condições para evitar o burnout.

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